Só me falta sombra e água fresca


Sábado , 28 de Maio de 2005


Teoria sem fundamento I

Ontem fui ao cinema, assisti "Melinda and Melinda" de Wood Allen. É um filme bastante interessante, bastante inteligente. Ele mostra como os mesmos elementos podem ser vistos de uma maneira trágica ou cômica de acordo com a sua personalidade e seu modo de encarar a vida ou até mesmo com o momento em que se vive porque a tragédia tem elementos cômicos e vice-versa. Gostei bastante.

Mudando de assunto, mas nem tanto, estou cada dia mais convencida de que fiz minha carteirinha de estudante à toa. Ninguém pede. Nem na bilheteria nem na hora de entrar na sala. Aliás, vale a dica: arranje uma companhia do sexo oposto, compre as entradas fazendo cara de estudante (se quiser ser convincente, fale de uma prova difícil que terá no dia seguinte bem na hora que chegar sua vez), escolha de preferência um filme que pareça que vá ter a lotação esgotada e compre pipoca e refrigerante ( ou qualquer outra coisa, o importante é que vocês fiquem com as duas mãos ocupadas). Perfeito, ninguém pede as carteirinhas.

Escrito por Conça às 09h34
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Pagando a promessa

Fiquei devendo mais detalhes do fanzine, então aqui vão eles. Em uma das disciplinas desse semestre na faculdade o professor pediu que fizéssemos fanzines, que são uma espécie de revista com origem nos Estados Unidos.O nome fanzine mistura "fan" e "magazine", já que a proposta inicial era fazer uma publicação para falar de seus ídolos. Hoje já temos fanzines sobre várias coisas. Voltando à faculdade, a minha equipe escolheu como tema do primeiro fanzine as especulações e brincamos com a pergunta " e se?". Para o segundo escolhemos outra abordagem, não só pelas críticas que recebemos mas também por descobrirmos uma temática que nos agradava mais: o comportamento e a mente humanas, a proposta agora é observar. Por isso escrevi sobre as
manias.

Escrito por Conça às 09h23
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Quinta-feira , 26 de Maio de 2005


Manias

O fanzine foi entregue ontem. Depois eu conto essa louca aventura... Abaixo, uma matéria que fiz para ele (o fanzine) e que não foi selecionada porque uma colega abordou distúrbios modernos e citou o TOC. Resolvi publicar ele aqui porque trata de um assunto que acho interessante e que abordei de maneira bem leve.

"Mania de limpeza, de arrumação, de lavar as mãos com freqüência, de guardar o celular sempre no bolso direito, de checar várias vezes se todas as janelas estão bem fechadas, de dormir com a luz acesa, de contar objetos, de “endireitar” os quadros na parede, de estacionar sempre no mesmo lugar, de dispor os alimentos no prato de forma que eles não se misturem, de seguir uma seqüência para se vestir... Enfim, a lista de manias é infinita... As que citei anteriormente pertencem aos contatos da minha agenda no celular (e olha que parei na letra C para a lista não ficar muito grande e para não constranger nenhum dos meus colegas de zine).

Algumas manias são coletivas, podem se estender a uma nação inteira, como, no exemplo brasileiro, o futebol, as novelas, o bumbum, a corrupção... Opa! Essa é uma mania mais feia que ficar tirando meleca do nariz em público! Outras manias são efêmeras, como os grandes “fenômenos” da música (alguém ainda canta “To nem aí” “Heloísa, mexe a cadeira” ou “Lambadão”?).

Mas há ainda manias que podem se caracterizar como distúrbio psicológico ligado à ansiedade. Isso ocorre quando a mania escapa do controle do indivíduo e ele tem consciência da inutilidade do “hábito” mas não consegue se libertar e sofre com isso. Esse distúrbio, o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é retratado no cinema de maneira leve e bem-humorada através do personagem de Jack Nicholson em Melhor é impossível (As good as it gets, 1997). 

Seja lá de que tipo for, cada um tem sua “mania de estimação”, e, ninguém é perfeito para nunca ter se deixado levar pelas manias do momento. Enfim, a gente tem mania mesmo é de só enxergar as manias dos outros."

 

 

Escrito por Conça às 17h39
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Showman

Sempre fico nervosa quando o São Paulo está jogando, não tem jeito. O que alivia um pouco a tensão é assistir ao jogo no “plim-plim”. O tão falado “padrão Globo de qualidade” se restringe a som e imagem, sempre tecnicamente perfeitos. Os profissionais que estão atrás das câmeras merecem aplausos, já os que estão diante delas, com raras exceções, são um verdadeiro desastre e fazem com que o espetáculo, fora do gramado, seja uma hilariante comédia. Como astro principal, Galvão Bueno. A voz dele é boa e na minha modesta opinião, param por aí suas qualidades profissionais (pelo menos nas transmissões de futebol).

Galvão vê o que ninguém vê. Não foram poucas as vezes em que ele falou uma coisa e a câmera mostrou outra,  um simples “desabafo” de um jogador que perde a bola e diz aquele nome que você está pensando se transforma em “fulano reclamou uma barbaridade”. Galvão troca os nomes dos jogadores e até mesmo do clube. Deve ser charme. Faz perguntas para os comentaristas, que já são comentários e muitas vezes o companheiro se resume a dizer “concordo com você Galvão”. Se ele está assessorado por maus repórteres no gramado a coisa consegue ficar ainda pior.  Ontem por exemplo. Já no final da partida, o técnico do São Paulo promove uma alteração e o jogador assim que entra em campo já é advertido com o cartão amarelo. Galvão estava preocupado em informar pela milionésima vez que o Santos tinha se classificado. O repórter só o chamou para passar a informação três minutos depois do acontecido. Em outro momento, o São Paulo teve um jogador expulso, o que significa que automaticamente a opinião do comentarista tinha de ser solicitada sobre as mudanças que isso provocaria na partida, quais deveriam ser as posições adotadas pelos treinadores, etc. O que fez Galvão? Falou apaixonadamente de como a temporada de Fórmula 1 está competitiva este ano. Casagrande teve o bom senso de interromper e voltar a falar de futebol. E o gol de Cicinho no último minuto da partida? Um gol lindo e cheio da emoção que se espera de um clássico foi narrado como se fosse um gol da Argentina contra o Brasil em uma final de Copa do Mundo.

Só mesmo muito amor pelo esporte e pelo São Paulo faz com que eu agüente Galvão Bueno e seus amiguinhos.

 

 

 

Escrito por Conça às 12h43
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Quinta-feira , 19 de Maio de 2005


Mel de abelha , queijo e táxi.

Ontem fui ao Multiplex com meu amor. Não escolhemos a quarta-feira por causa do preço do ingresso, mas por ser o único dia disponível em nossas superlotadas agendas. Escolhemos o filme "Refém" com Bruce Willis, um filme policial, gênero que adoro. Um bom filme, apesar de algumas falhas na verossimilhança. O enredo é interessante e prende a atenção de quem assiste do início até o final. Os elementos de suspense são bem trabalhados, as interpretações convencem, os efeitos especiais são bons. O final feliz não decepciona. Não farei uma análise mais profunda do filme respeitando o que prega um professor meu: "quando você consegue explicar o filme em seus pormenores é porque ele é ruim". Também, devo confessar que estou com o tempo limitado no momento.

Voltamos de táxi, uma prova de que não escolhemos a quarta-feira pelo preço do ingresso! Depois de me deixar em casa, meu amor torna-se coadjuvante de uma pequena comédia. O valor da corrida foi de RS$ 17,00 e o motorista só tinha RS$ 1,00 de troco. Para demosntrar sua honestidade e honradez, ele entrega a meu anjinho um cartão de visita e garante que na próxima vez em que solicitarmos seus serviços ele lembrará do "crédito" que temos com ele. Acontece, que o tal cartão tinha um endereço anotado no verso e meu anjinho teve que esperar educadamente até que o motorista transcrevesse o endereço para uma agenda, ou algo assim. E, ao ler mais atentamente o cartão, uma surpresa: em meio ao oferecimento de serviço de táxi, uma frase destaca-se "vendo mel de abelha e queijo". Desconfio que a falta de troco tenha sido estrategicamente planejada pelo motorista (ou por algum especialista em marketing) para promover os negócios. Resta saber se o negócio de táxi ou o comércio de mel de abelha e queijo...

Escrito por Conça às 07h54
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