Só me falta sombra e água fresca


Quarta-feira , 29 de Junho de 2005


Pérola

A Copa das Confederações é uma competição sem graça promovida pela FIFA. Para as seleções, é uma grande oportunidade para testar jogadores, poucas são as que levam todos os titulares para a competição. Geralmente estas são tão ruins que os titulares já parecem reservas, estão lá somente por estar.

Este ano porém , a FIFA resolveu fazer testes também. Testar a segurança alemã para a Copa do Mundo no próximo ano e testar a inutilidade de um novo critério para interpretação de uma das regras mais controversa s do futebol: o impedimento. Segundo o novo critério, o árbitro auxiliar somente deve sinalizar a infração quando o jogador tocar na bola. Vou deixar para outra ocasião a discussão sobre esse critério, porque o meu propósito agora é valorizar uma bela frase de Arnaldo Cesar Coelho.

Durante a transmissão da final entre Brasil e Argentina (que bom seria se o jogo e o placar também fossem uma prévia da Copa de 2006...) Arnaldo diz, ao se referir ao impedimento " A regra é complicada, mas é clara." Frase perfeita para acompanhar uma famosa frase de Galvão Bueno que circula pela internet " Depois da derrota, o pior resultado é o empate."

Escrito por Conça às 21h31
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Quinta-feira , 23 de Junho de 2005


São João Casamenteiro

Santo Antônio perdeu o monopólio. Não sei se por determinação divina ou tendência do mercado de fiéis, outro santo agora também oferece serviços casamenteiros. Quem é ele? São João. Pensei que São João, por ter feito o batismo de Jesus era especialista nesse tipo de sacramento, mas parece que ele resolveu investir em outro segmento.

Entrei na parte de Educação do Uol, e logo na página inicial achei um link que pareceu interessante, sobre a origem das festas juninas. A curiosidade me fez clicar nesse link, que tinha outro, e outro, e mais outro e acabei descobrindo várias simpatias relacionadas a São João e casamento. Algumas delas eu já tinha ouvido falar, mas deveriam ser feitas na noite de Santo Antônio. Fiquei me perguntando se o site se confundiu ,se os santos estão em livre concorrência, ou se Santo Antônio precisou dividir o trabalho por causa da enorme quantidade de pedidos...

De qualquer forma, considero que sendo necessário apelar para a ajuda divina, é melhor pedir para Santo Antônio mesmo. Tem mais tradição, mais experiência, a propaganda boca-a-boca é ótima, sinal que os consumidores, digo, os fiéis, estão satisfeitos.

Escrito por Conça às 09h02
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Quarta-feira , 22 de Junho de 2005


Teoria sem fundamento IV

A Teoria sem fundamento IV propõe justificativas ( ou desculpas esfarrapadas) para o engano da vitrine. (Só leia este post depois de ter lido o que está abaixo)

1. O coração estava pequeno para a frase e houve a necessidade de cortar uma palavra, a escolha que fizemos não foi apropriada. A frase original era "o tempo passa mais rápido quando o amor fica". A criatividade permanece a mesma.

2. Quem pintou o coração deixou cair tinta e não tinha removedor na hora. Para a sorte dele, ficou parecendo um "i" e ele teve a idéia de deixar o "mais" ao invés de "mas". Ele achou que ninguém perceberia.

3. Foi proposital, para aumentar as vendas. O consumidor entra para alertar sobre o erro e o vendedor faz com que ele saia com algumas dívidas a mais.

4. O Aeroclube estava em campanha pela alfabetização das pessoas. Havia garotas que abordavam os consumidores e perguntavam se a frase estava correta. Se a pessoa dissesse que sim, ela entregaria uma cartilha com o emprego do "mais" e do "mas". Entretanto, as garotas só trabalham em horário comercial e por isso não estavam lá quando eu cheguei.

 

Escrito por Conça às 12h58
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Engano ortográfico e gramatical

Assim que comecei a lidar com computadores fui apresentada ao , que hoje se tornou um grande companheiro. Logo no primeiro contato, descobri que tínhamos uma coisa em comum: um corretor ortográfico e gramatical imediato. Não sou a autoridade máxima no assunto, mas tenho conhecimento suficiente para identificar alguns atentados contra a língua pátria. Quando percebo algum "deslise" em testemunhos do orkut, por exemplo, automaticamente meu cérebro enxerga a palavra com um sublinhado vermelho... igualzinho ao .

Na véspera do Dia dos Namorados, eu estava com meu  no  . As vitrines estavam decoradas com temas românticos e, em todas elas, haviam corações com frases tão criativas e originais que só podem ter vindo das mentes mais privilegiadas da publicidade.

Sempre preferi as letras aos números, sobretudo nas vitrines do  , onde a presença dos números é sempre desagradável, causa mal-estar, desconforto, taquicardia... Deve ser por isso que os lojistas optaram por uma estratégia de marketing bastante inovadora: atrair o consumidor para o interior da loja, onde há uma equipe de paramédicos e enfermeiros prontos a prestar os primeiros-socorros após a informação do preço... assim, eles demonstram a sua preocupação com o cliente.

Bem, a preferência pelas letras me faz ler tudo o que encontro pela frente e fiz questão de prestigiar os corações. A complexidade da linguagem utilizada e a abordagem científica de um tema tão denso não me intimidaram e li todas as frases! Em uma delas, o sublinhado em verde do meu corretor ortográfico mental apareceu. Vejam só:

 

Passados os dois segundos necessários para superação do choque, sugeri a meu  que registrasse esse primor. Ele aceitou e utilizou o vasto conhecimento em fotografia que possui para imortalizar aquele "mais". Quis o destino que aparecesse ao fundo "classe A", como se fosse uma referência à qualidade do equívoco.

 

 

 

 

 

 

 

Escrito por Conça às 12h45
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Quinta-feira , 16 de Junho de 2005


Adailton

Lembram do taxista que vende mel de abelha e queijo para incrementar o orçamento? Se alguém estiver interessado...

 

 

Tem o verso do cartão também , para provar que embora pareça fruto da imaginação o fato é real:

 

 

 

Escrito por Conça às 17h29
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Quarta-feira , 15 de Junho de 2005


Uma imagem para relaxar

Escrito por Conça às 16h35
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Pausa para os comerciais

Sem textos hoje, preciso concentrar os esforços na missão de lembrar a senha do meu e-mail corporativo...

Escrito por Conça às 16h33
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Terça-feira , 14 de Junho de 2005


Falha na digitação

Depois de testar e aprovar a Teoria sem fundamento III eu resolvi mandar um e-mail para os amigos divulgando meu novo número de celular. A modificação foi apenas de um dígito e eu acabei mandando o número velho como novo para todo mundo.

Nem percebi, mas o pessoal respondeu educadamente que já tinha aquele número. E eu ainda achei que eles não estavam vendo direito, que tinham desaprendido a ler, que não prestam atenção no que eu digo...

Sempre tentamos nos livrar da culpa, seja atribuindo o erro a outros ou inventando justificativas absurdas. Nesse caso posso optar pela segunda alternativa e dizer que foi erro de digitação e a força do hábito. Bastante convincente.

Sem contar que eu ainda estava um pouco abalada por saber que a porta do carro do meu namorado não gosta de mim. E eu sempre a achei tão simpática...

Escrito por Conça às 15h19
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Teoria sem fundamento III

Um pequeno acidente fez surgir a Teoria sem fundamento III. Esta teoria é mais eficaz com as pessoas que usam aparelho ortodôntico e propõe uma maneira simples,testada e aprovada de consumir menos calorias. Vamos conhecê-la:

Se você não consegue parar de comer, pelo menos diminua a quantidade da seguinte maneira: dê um jeito de bater a porta do carro na sua boca e faça parecer um acidente. Desta forma, as pessoas vão se preocupar com você e nem vão começar com aquele discurso de "regime??? pra quê??? você está ótima". Se a coisa for bem feita e você usar aparelho, vai sentir uma dor infernal e incômodo ao mastigar. Resultado, você vai comer bem menos. E não se preocupe, o inchaço da boca é interno, na gengiva, e não se percebe.

Já deu para perceber que a teoria é simples. Agora, adivinha como ela foi testada e aprovada?

Escrito por Conça às 15h08
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Futebol

     Minha experiência na prática de esportes é bastante efêmera. Bastante mesmo, coisa de duas semanas. Eu adorava e ainda adoro futebol e participei de um time de meninos. Eles não queriam aceitar garotas no time mas usei um argumento infalível: eu era a dona da bola. Isso não significa que ela obedecia aos meus comandos...

     Acabei indo parar no gol, e acho que a tragédia foi ainda maior. Os meninos usaram um golpe sujo e arranjaram outra bola, fui convidada a me retirar do time por inaptidão irreversível. Pior de tudo: o meu período ditatorial pode ter terminado graças a um golpe de estado, mas, devo admitir, foi justo. Usei as lágrimas para conseguir uma vaguinha como juíza, ou melhor, árbitra, mas desisti por causa das palavras carinhosas que eles usavam para se referir a mim. Resultado, tornei-me uma torcedora inveterada. Li muito, observei muito e hoje posso dizer que sei o que estou falando em uma discussão sobre futebol. Estatísticas, escalações, história, curiosidades, táticas, esquemas, "mercado", novidades... o que vier eu encaro, apesar de estar um pouco "destreinada". "Enferrujei" um pouco de propósito. Estava se tornando um vício na minha adolescência monopolizar a discussão despejando todos os meus conhecimentos. Percebi a tempo, procurei me tratar e hoje só discuto futebol socialmente, sem overdoses...

Consegui me igualar aos meninos no futebol (ou até superá-los), com uma jogada de craque. Falando em craque, um deles quis comentar esse post. Fala, fenômeno:

 

 

 


 

Escrito por Conça às 14h20
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Domingo , 12 de Junho de 2005


Para Gabriel

Uma decepção amorosa no passado me fez aprender na prática que sofrimento e crescimento não rimam aleatoriamente. Essa experiência deixou feridas no meu coração que eu achava que nunca cicatrizariam. Tinha a convicção de que jamais me apaixonaria novamente. Felizmente eu estava errada.

O mês de junho do ano passado marca o começo da minha nova vida. Não fiz promessa nem as simpatias de Santo Antônio, entretanto, não posso negar que nessa época eu busquei na prece conforto espiritual. Não sou adepta de religião mas acredito na força da fé.

Demorei a perceber o que estava acontecendo comigo. As coisas foram se sucedendo de uma maneira natural, espontânea, rápida e sobretudo, irreversível. O amor chegou para mim da maneira que eu sempre esperei: intenso, verdadeiro e indestrutível, capaz de superar todos os obstáculos.

As nuvens se dissiparam e um lindo arco-íris surgiu. Passei a ver o mundo de outra forma. Meu sorriso voltou a ser frequente e sincero como antes. O Jornalismo deixou a ser a única razão da minha existência e o São Paulo Futebol Clube e minha família deixaram de ser os centros da minha atenção. Se antes eu aprendi na prática o que era sofrimento, agora estou aprendendo na prática o que é felicidade.

Sei que nada do que escrevi até agora é novidade para você mas enquanto você não cansar de ouvir eu vou continuar repetindo que eu te amo. 

 

 

Escrito por Conça às 21h14
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Teoria sem fundamento II

Clima de filas e romantismo do Dia dos Namorados. Clima místico e assombroso envolvendo as aulas de Semiótica. Existiria alguma ocasião mais propiícia à publicação  da Teoria sem Fundamento II, que se refere aos presentes? Acho que não.

Segundo esta Teoria, cada presente esconde uma mensagem subliminar. Cataloguei algumas dessas mensagens ocultas, mas certamente o assunto é mais complexo do que parece. Vamos dar uma olhadinha nas mensagens que se escondem nos presentes mais tradicionais:

Bombons: "você está muito magrinho (a)" ou "estou abrindo uma academia, espero você lá"

Bichinhos de pelúcia: "sou romântico (a)" ou "você é muito infantil" ou "foi o maior mico sair do shopping abraçado com este urso, espero que eu tenha alguma recompensa"

Flores: "minha mãe que sugeriu, na esperança de você se machucar com os espinhos"

Roupa: "você precisa renovar seu guarda-roupas"

Sapatos: "seus pés são a parte mais atrativa do seu corpo, valorize-os". Ah, existe uma mensagem comum para roupas e sapatos, principalmente em ocasiões de datas comemorativas, que é "eu perdi muito tempo para comprar, agora é sua vez de perder tempo para trocar"

Perfume: "para disfarçar seu banho quinzenal"

Lingerie: precisa dizer qual é a mensagem subliminar?

Relógio: "seja pontual"

Carteira: "quem sabe você se anima e começa a pagar as contas?"

Cinto: "não sou criativo mas sou antiquado"

Caixinha de música: o significado depende do presente vir ou não acompanhado de uma frase como "achei muito parecido com você" ou "é a sua cara". Em caso positivo, significa "você é entediante e monótono (a)", em caso negativo, significa "não acompanho as tendências do século XXI"

Livro: "sua falta de assunto me aborrece, leia mais"

Chaveiro: "estava sem tempo e sem dinheiro, isso foi o melhor que pude fazer"

Celular: "vou te perseguir 24 horas"

CD:"tomara que você já não tenha baixado os mp3"

 

 

Escrito por Conça às 19h42
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Quarta-feira , 08 de Junho de 2005


Máquina do tempo

Há aproximadamente seis anos eu estava apresentando o eu trabalho de conclusão de curso para uma banca de professores. Mais do que um trabalho de conclusão de curso, o projeto é uma maravilhosa experiência de vida. Todos os sentimentos humanos se misturam no semestre de quatro meses de dedicação total a uma campanha. Uma equipe é formada por 10 a 12 integrantes, o que significa 10 a 12 personalidades diferentes, que trabalharão juntas em busca de um mesmo objetivo. Intrigas, brigas, desentendimentos, vaidades, solidariedade, espionagem e espírito de equipe fazem parte do projeto também.

Profissionalmente, as coisas que deixamos de aprender ou deixaram de nos ensinar nos três anos e meio nteriores são requisitadas. Aprendemos a fazer, fazendo. É o único semestre em que nos sentimos universitários, e mais que isso, que vemos algum sentido em pagar mensalidade.

No lado pessoal, descobrimos novas amizades, perdemos algumas antigas. É aqui que os sentimentos se misturam. Familiares, amigos, namorados e afins se envolvem com o projeto, partilham das nossas alegrias, decepções, desespero e nos oferecem o carinho que nos fortalece para continuar sempre em frente.

Tenho boas e más recordações do meu projeto. Essas recordações me ocorreram hoje, não pela data, mas pelos fatos. Um amigo meu, Marcelo, apresentou o trabalho dele hoje. Fiquei emocionada com as lembranças e com algumas peças da campanha que despertaram emoção. E fiquei orgulhosa de ver o excelente profissional que ele se tornou e dos elogios que ele arrancou do público. Estranho é que eu sinto como se a minha realização profissional acontecesse agora, com o sucesso dele. É maravilhoso ver o sucesso de quem a gente gosta e melhor ainda participar dele. Parabéns Marcelo!

Escrito por Conça às 14h37
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A timidez

A matéria excluída do fanzine... sempre faço duas para que seja selecionada a melhor. Tarefa difícil porque estão sempre perfeitas mas enfim, tenho que exercitar o poder de argumentação dos meus companheiros... 

 

Agora, falando sério, o texto seguir é um auto-retrato.

 

" O tímido caminha para a frente da classe sentindo-se Tiradentes caminhando para a forca. O anúncio do seminário como avaliação foi como uma sentença de morte. Apesar de ser responsável pela menor parte do assunto e de ter ficado ensaiando na frente do espelho, ele tem plena convicção de que o desastre se aproxima.

A apresentação começa, mas ainda não é a sua vez de falar. Seu mal-estar é contínuo e crescente. Um sorriso amarelo tenta disfarçar as mãos trêmulas, as pernas bambas, o suor frio. Ele começa a torcer para que um milagre o salve, qualquer coisa serve: um incêndio, uma bomba, um "apagão", um colega atirador...

Porém, o martírio é inevitável. Sua voz embargada é quase um sussurro, a tremedeira fas as fichas caírem no chão, o rubor lhe vem à face, a gagueira o domina e o coração acelera tanto que vai ficar com a pole position fácil. Mas, enfim, os eternos cinco minutos se findaram!

A situação acima já foi vivida por todos nós, seja como protagonistas ou coadjuvantes. Os experts que é característico da raça humana o que eles classificam como "inabilidade para lidar com situações sociais". Falar em público é o principal problema, mas temos diversas situações em que a timidez se manifesta, por exemplo, quando você é apresentado a uma pessoa, quando recebe um elogio, quando está tentando conquistar o seu grande amor.

Pode ser coisa de momento ou da vida inteira, e o comentário maldoso que diz "ele é tímido para umas coisas e para outras não" também está certo. O assunto é mais complexo do que parece, tanto que mereceu um lugar na "listinha" de distúrbios psicológicos com o pseudônimo de fobia social. Os especialistas dizem que com o passar do tempo a pessoa vai se adaptando às situações e a timidez desaparece. Sou obrigada a descordar porque a minha se esconde e ressurge nos momentos em que não gostaria de tê-la por perto."

 

 

Escrito por Conça às 13h32
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Domingo , 05 de Junho de 2005


Cenas do próximo capítulo

Na semana que começa amanhã, vou publicar a Teoria sem Fundamento II e outra matéria deletada do fanzine. Teremos também um texto sobre o Dia dos Namorados e sobre as lembranças do tempo em que eu era somente uma estudante universitária. E pretendo começar a ilustrar mais um pouco meus textos para não ficarem cansativos visualmente. Plagiando a Rede Globo, vou encerrar dizendo que "a gente se vê por aqui".

Escrito por Conça às 17h13
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Voltei ao normal

A prova de que já estou melhor - uma explicação sincera sobre o grande intervalo entre a criação do blog e o seu efetivo funcionamento: esqueci a senha de acesso. Apelei pro "esqueci minha senha" e o site me mandou um e-mail dizendo que estava com problemas. Tentei alguns dias mais tarde e recebi um e-mail igualzinho. Eu já estava disposta a esquecer de vez o blog ou criar outro quando inesperadamente lembrei da senha. Resolvi postar imediatamente e escrevi uma tese de doutorado, mas ao clicar no "salvar e publicar" percebi que se eu levo muito tempo digitando o site volta para a página inicial. Não atentei para o fato de que isso poderia acontecer e a frustração só não foi maior do que a preguiça de redigitar. Não estou me contradizendo, eu adoro escrever, mas nesse caso eu iria reescrever uma tese de mestrado às 23:45. Desisti.

Fôlego renovado, as idéias começam a concatenar-se, voltei ao normal. Pelo menos por enquanto.

Escrito por Conça às 17h05
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Olhar no interior de meu interior

  Hoje é um dos dias em que as idéias ficam passeando pelo meu pensamento mas parecem que não têm nenhum sentido. Vontade de fazer várias coisas ao mesmo tempo, impossibilidade de fazer algumas coisas que precisam ser feitas, indecisões, dúvidas com e sem fundamento e alguns sentimentos mesquinhos e sem nobreza como o ciúme e a inveja querendo me dominar. Enfim, parece que estou vivendo meu dia de crise existencial. Acho que vou ter que usar essa terminologia pois a desculpa perfeita da TPM não se aplica. Ainda não está na hora.

Uma angústia incessante escorre pelos meus dedos enquanto digito essas linhas. Não vou revisar nada, vou publicar como está, tem que ser o retrato do que se passa comigo hoje. Não estou conseguindo me entender, sobretudo porque até as 4 da manhã eu estava bem, ou pelo menos estava conseguindo controlar a crise. Insegurança, ansiedade, raiva, desconforto, preocupação, o que exatamente define o que se passa no âmago do meu ser? Não sei. Frustração, decepção, autoritarismo, também são palavras que se encaixam ao meu jeito de estar nessa tarde fria de um domingo de junho.

Acho melhor parar de escrever, nem eu mesma sei se há utlidade nessas mal digitadas linhas. Só sei que a finalidade delas é aliviar meu coração. Sempre consigo isso quando consigo despejar minhas aflições em uma folha de papel, ainda que eletrônico. Passa a vontade de chorar, de gritar, é minha forma de "explodir". Escrever é uma terapia, um hobby, um remédio, uma paixão. Não tenho intenção de comunicar, de informar, nada. Nesse momento quero apenas escrever. Já me sinto um pouco melhor. A minha serenidade está voltando. Não sei se por causa dessas linhas ou das outras que formaram um certa coleção de mensagens SMS para um certo celular de um certo alguém que apareceu um certo dia e que certamente ganhou uma importância fundamental na minha vida. Tanto que me faz morrer de saudade com cinco minutos de ausência!

 

Escrito por Conça às 16h54
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