Só me falta sombra e água fresca


Terça-feira , 26 de Julho de 2005


Mais figuras no Buzu

Não tem jeito, por mais que motoristas, cobradores ou passageiros façam figuração, os protagonistas das comédias a que assistimos algumas vezes nos ônibus são os vendedores ambulantes.

Tive a sorte de encontrar dois deles recentemente e posso escrever esse post homenageando minha amiga Helen. O primeiro, anunciava seus produtos entre verdadeiros contorcionismos que fazia para tentar se equilibrar entre curvas e buracos. Dizia ele:

- Atenção pessoal, vocês não podem deixar de levar as maravilhosas revistas de medicina alternativa de A a Z, hoje em preço especial, por apenas 2,00. Temos também um livro de receitas culinárias com 111 receitas de bolos, tortas, salgados, bolos, e várias delícias. E para seu filho não ser reprovado em matemática, leve pra ele essa tabuada bonita e prática. Hoje na promoção pessoal, você leva um por 2,00, duas por 3,00 e três por 5,00.

Um passageiro que estava à minha frente comprou a tabuada e a revista de medicina. Puxou papo com o vendedor perguntando como ele fazia para não cair dentro do ônibus ou não deixar cair as revistas. Ele respondeu que era um malabarismo, mas que ele já estava acostumado. E mais! Que ele saiu com 100 revistas, mas já tinha vendido algumas e que com isso diminuiu a quantidade... sábia conclusão! Eu que já estava até elogiando que ele não tinha cometido nenhuma infração grave no trânsito de suas palavras...

O segundo episódio envolve Tiago (ele me desculpe se for Thiago). O anúncio dele era assim:

- Bom dia pessoal, meu nome é Tiago e estou aqui trazendo o passatempo da viagem. Seninha. No supermercado ou em outros lugares você compra por 70 ou 80 mas comigo é só 50. Na promoção hoje, com um real você leva 3 e com um vale leva 4. Pode confiar, a validade tá aqui na embalagem, é 22 dos 10 de 2005. E eu tenho sacolinha pra você guardar.

Por isso que eu digo que andar de ônibus não é confortável, mas pode ser divertido. E, por que não? Uma aprendizagem. Os livros de marketing não falam do marketing de rua (street marketing?), mas ele tem seu valor... Tiago saiu do ônibus com mais dinheiro do que quando entrou... e os "50" eram centavos!

Escrito por Conça às 18h06
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Segunda-feira , 25 de Julho de 2005


Resumo do final de semana:

- uma irresistível vontade de comer chocolates Wonka...

- inconvenientes mensais femininos...

- atchim, atchim, atchim!!!!!! Estou resfriada, espero que na temperatura correta para que eu mantenha as minhas características inalteradas...

 

Escrito por Conça às 11h15
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Quarta-feira , 20 de Julho de 2005


Dia do amigo

 

Gosto muito dessa música, acho uma boa escolha para o Dia do Amigo.

James Taylor - You've Got A Friend

When you're down and troubled
And you need a helping hand
And nothing, whoa nothing is going right.
Close your eyes and think of me
And soon I will be there
To brighten up even your darkest nights.

Chorus
You just call out my name,
And you know wherever I am
I'll come running, oh yeah baby
To see you again.

Winter, spring, summer, or fall,
All you have to do is call
And I'll be there, yeah, yeah, yeah.
You've got a friend.

If the sky above you
Should turn dark and full of clouds
And that old north wind should begin to blow
Keep your head together and call my name out loud
And soon I will be knocking upon your door.

Chorus
You just call out my name 
And you know where ever I am
I'll come running to see you again.
Winter, spring, summer or fall
All you got to do is call
And I'll be there, yeah, yeah, yeah.

Hey, ain't it good to know that you've got a friend?
People can be so cold.
They'll hurt you and desert you.
Well they'll take your soul if you let them.
Oh yeah, but don't you let them.

Chorus
You just call out my name 
And you know wherever I am
I'll come running to see you again.

Oh babe, don't you know that,
Winter, spring, summer, or fall,
Hey now, all you've got to do is call.
Lord, I'll be there, yes I will.
You've got a friend.
You've got a friend.
Ain't it good to know you've got a friend.
Ain't it good to know you've got a friend.

Escrito por Conça às 16h53
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Terça-feira , 19 de Julho de 2005


Dia do futebol

O dia 19 de julho foi instituído como Dia do Futebol pela CBF porque é o dia em que foi fundado o clube mais antigo do país, o Sport Club Rio Grande, do Rio Grande do Sul. Apesar do futebol ser uma paixão nacional, a data ainda não é muito lembrada, nem mesmo pela imprensa esportiva.

Há controvérsias sobre a origem do esporte mas indícios apontam jogos similares até mesmo na Antiguidade. Coube aos ingleses a sistematização,  a organização e a sua profissionalização a partir de 1885. Em 1887, o futebol sai das fronteiras do Reino Unido. Em 1904 é criada a FIFA, que administra o esporte em todo o mundo e hoje tem mais países membros que a ONU. No Brasil, a primeira partida aconteceu em abril de 1895 entre duas equipes de empresas inglesas que funcionavam na capital paulista.

Era 1894 quando Charles Miller, um estudante paulista filho de ingleses, regressava da Inglaterra após anos de estudo trazendo na bagagem uma bola de futebol e algumas regras. Ratificando as palavras de Pero Vaz de Caminha de que no Brasil "em se plantando tudo dá" o futebol transformou-se em uma paixão nacional. O esporte mais popular do país emprega milhares de pessoas direta ou indiretamente e movimenta milhares de dólares anualmente em contratos de transmissão televisiva e venda de objetos com os distintivos dos clubes (no Brasil e no mundo). Nem todos os jogadores recebem salários milionários, pelo contrário, a grande maioria recebe até três salários mínimos por mês.

O futebol é tão importante no Brasil que uma pesquisa comprovou que em cada um dos nossos mais de cinco mil municípios existem obrigatoriamente três coisas: uma praça, uma igreja e um campo de futebol. Os estádios brasileiros estão entre os maiores do mundo, o que se demonstra através dos nomes pelos quais são conhecidos, Mineirão, Castelão...

No seu início no Brasil, ao contrário de hoje, o futebol era um esporte elitista e racista. Alguns negros utilizavam pó-de-arroz para tentar participar dos jogos. O Vasco da Gama foi campeão estadual na década de 20 com uma equipe que misturava negros e brancos, o que causou muita polêmica. Foi devido a este turbulento princípio que o futebol brasileiro adquiriu o gingado e as características que hoje fazem com que ele seja admirado no mundo inteiro. As regras do começo estabeleciam que em caso de choque dos jogadores, o branco teria direito a revidar a "agressão" do negro. Para fugir de tal penalidade, os negros começaram a aplicar alguns movimentos de capoeira para driblar os adversários e evitar as trombadas. Era o início das pedaladas que consagrariam tantos nomes na história do futebol brasileiro e nos fariam a seleção mais vencedora das Copas do Mundo.

As dezessete regras do esporte são aparentemente simples... então por que tanta discussão na segunda-feira, após a rodada do final de semana? A regra não é clara?  O futebol faz parte do cotidiano do brasileiro. Nenhum outro país pára completamente para torcer por sua seleção em uma Copa do Mundo. É o momento de maior união nacional, independente da cor da pele, da classe social, da religião, do sotaque... até quem não gosta de futebol aprecia!

Escrito por Conça às 13h24
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Segunda-feira , 18 de Julho de 2005


Kid Abelha

Ontem teve show do Kid Abelha na Concha Acústica. São Pedro colaborou e tivemos um dia lindo depois de vários dias chuvosos e frios. O show estava marcado para as 19 horas , a lua já brilhava no céu quando a Sra. vocalista comenta "está um dia lindo!" Ela consertou imediatamente mas meu radar e o gravador de Jamile já haviam registrado.

A única novidade no show foi o atraso de menos de uma hora e as músicas do novo álbum. A perfonce da Sra. vocalista estava bastante próxima ao patético.  Nunca vi alguém pular de forma tão desengonçada. Parecia uma galinha pulando em uma chapa quente (não que eu já tenho visto tal cena, mas foi o que imaginei na hora). As velhas e não tão boas coreografias se repetiram mas a bonita e elegante moça tentou parecer simpática. Quase convenceu.

O repertório estava bem selecionado, misturou músicas novas com os sucessos consagrados da banda e o público animado formou um bonito e incansável coral, o que contribuiu para praticamente anular a voz da Sra. vocalista, já abafada pelo som dos instrumentos.

Eu estava bem próxima ao palco, o que possibilitou me divertir com os seguranças, no bom sentido, é claro. Enquanto uns olhavam fixamente o público, outros roíam as unhas, e pelo menos metade deles saiu com torcicolo por causa das olhadinhas que davam para a Sra. vocalista.

Não me revistaram na entrada, e eu estava de bolsa. Esqueceram que um dos grandes mistérios da humanidade é uma bolsa de mulher. Por menor que ela seja, o espaço interno se multiplica.

Essa foi a minha segunda experiência em shows do Kid. Gosto da banda, gosto das músicas, e com 23 anos de carreira, era praticamente impossível que nenhum dos seus sucessos fizessem parte da trilha sonora da minha vida. Entretanto, depois da segunda experiência na platéia de uma apresentação da banda liderada por Paula Toller (pensou que eu não soubesse o nome da Sra. vocalista?) conclui que o melhor é curtir o som deles em casa, pelo menos o cd (ou mp3, como preferir) não desafina e, se pular, não vai parecer uma galinha na chapa.

 

Escrito por Conça às 16h51
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Sábado , 16 de Julho de 2005


A linda doação

Ontem revivi alguns momentos de 6 anos atrás. A formatura de meu amigo Marcelo, agora publicitário graduado pela mesma Universidade que eu há 6 anos, incluindo as injustas premiações. Adorei esse momento flashback.

A festa estava impecável e os convidados fizeram questão de mostrar que os baianos são criativos e acolhedores... no convite de formatura havia um pedido de colaboração para a arrecadação de latas de leite que aconteceria na solenidade e entre as várias latas, uma se destacava por estar embrulhada para presente. Decerto faltaram os lacinhos mas isso não tira a "graciosidade" do gesto. Espero que tamanha delicadeza não tenha sido por que a lata não era de leite!

Há registro disso mas a foto só aparecerá por aqui depois que o meu assistente fotográfico tiver uma folga em sua requisitada agenda para me enviar a obra-prima. Traduzindo, a foto está no celular e ele ainda não tem os recursos necessários para me mandar a foto por e-mail.

Escrito por Conça às 16h42
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O Tricampeão da Libertadores

Ainda não tive tempo de escrever sobre a conquista inédita do São Paulo Futebol Clube. E faço questão de frisar, o São Paulo CONQUISTOU o tricampeonato da Taça Libertadores da América e não ganhou como certos locutores esportivos andaram dizendo durante a transmissão da partida final contra o Atlético Paranaense na última quinta-feira. O São Paulo foi dono de uma excelente campanha durante a competição e apresentou bom futebol em todas as partidas, é um absurdo o uso do verbo ganhar, como se o time tivesse recebido o título sem o menor esforço. Os locutores esportivos, ou melhor, a imprensa de uma maneira melhor, está precisando de uma maior preocupação com o emprego das palavras.

Quanto ao título, uma bela conquista do tricolor do Morumbi, que se torna o primeiro clube brasileiro a erguer a Taça Libertadores por três vezes. A partida teve um primeiro tempo de muitas faltas e um pênalti inexistente a favor do Atlético Paranaense, que não foi convertido. O placar estava favorável em um gol para o São Paulo quando isso aconteceu, quase aos 45 minutos da primeira etapa. Ouvi agumas pessoas comentando que este foi o lance que decidiu o resultado pois o jogo teria sido diferente se o Atlético naquele instante chegasse ao empate. Deixando de lado a torcedora para fazer uma análise mais imparcial, certamente o empate naquele momento influenciaria no psicológico dos jogadores, sobretudo os do São Paulo, por ser o empate fruto de um erro da arbitragem. Todavia, comparando o futebol apresentado pelas duas equipes, acho mesmo que o titulo não mudaria de mãos.

Os episódios de violência da avenida paulista são lamentáveis. Infelizmente o futebol ainda não é um esporte totalmente da paz e só será quando os seres humanos aprenderem a se respeitar, a se enxergar como iguais. 

Foi bom ver uma final brasileira em uma competição sul-americana e sem dúvidas prevaleceu a máxima do "que vença o melhor". Depois de um lindo campeonato paulista, uma Libertadores perfeita. Títulos incontestáveis, que têm tudo para se reunir ao de campeão nacional ao final do ano.

Sempre tive orgulho de ser são-paulina. Durante a minha história como torcedora apaixonada do tricolor paulista lágrimas de alegria e de tristeza se alternaram, se misturaram... como acontece em toda história de amor.

Escrito por Conça às 16h34
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EBAJ

Uma iniciativa louvável de um grupo de estudantes da Faculdade de Comunicação da UFBA promoveu esta semana o Primeiro Encontro Baiano de Jornalismo - EBAJ. O tema deste primeiro encontro, realizado na própria FACOM foi o Jornalismo Cultural. Professores e profissionais do mercado debateram, de 13 a 15 de julho, sobre  a atual cobertura dispensada pelos principais veículos de comunicação aos eventos culturais do estado e o papel da crítica cultural. A platéia era composta em sua maioria de estudantes da FACOM , e de alunos de algumas faculdades particulares da cidade que também oferecem a graduação em Jornalismo.

Durante os três dias do Encontro foram abordados temas como a cobertura da cultura negra, da cultura gay, a agenda televisiva e radiofônica, a crítica cultural, o jornalismo cultural na internet, o confronto mídia da orla e mídia da periferia. Os intervalos e encerramentos das mesas de debate em cada dia foram uma amostra da cultura baiana, com apresentações de cantores, grupos de teatro, grupos de dança afro, malabares e hip hop.

O evento teve uma boa organização e boa receptividade, o que são bons indícios para que ele promova novas edições nos próximos anos.

 

Escrito por Conça às 16h10
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Sexta-feira , 08 de Julho de 2005


Explode a estupidez humana em Londres

Em um dia, a alegria da notícia de sediar os Jogos Olímpicos de 2012, sendo a primeira cidade a conseguir o feito por três vezes. No dia seguinte, a tristeza provocada pela estupidez humana. Explosões que matam civis inocentes, a caminho do trabalho, da escola.

Os líderes dos países mais industrializados do mundo se reuniam, na mesma hora, na Escócia. A segurança deles foi reforçada mas e a dos outros bilhões de habitantes do planeta, como fica? A cargo de Deus, Alah ou Buda, a depender da crença de cada um?

Discutimos as razões para tamanha monstruosidade ainda em estado de choque. Temos que admitir que o imperialismo econômico de 8 países é extremamente prejudicial aos que não têm o "privilégio" de compor tão seleto grupo. Mas sou convicta de que nenhum conflito político ou ideológico justifica tamanha violência ou pode estar acima da vida.

A polícia ainda contabiliza os mortos e feridos mas, ainda que fosse uma única gota de sangue derramada de forma tão vil já seria um absurdo. Temo por novas guerras contra o terrorismo. Eu me recuso a aceitar outra solução que não seja a paz. E promover a paz através de guerras é impossível ao meu ver.

Fico me perguntando se algum dia teremos um mundo de paz. Eu prefiro acreditar que sim e fazer a minha parte.

Escrito por Conça às 11h01
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Distúrbio tecnológico

Há cerca de duas semanas me deparei com uma situação curiosa que fez os meus inquietos neurônios tabalharem ainda mais que o normal, tecendo uma série de teorias, explicações, questionamentos...

Já há algum tempo que a minha impressora se aposentou por livre e espontânea vontade, sem a minha autorização. Pedi a meu irmão que a obrigasse a exercer a função para a qual foi projetada mas por motivos mil ou nenhum ele não deu importância ao meu pedido. Isso não vem ao caso agora, como também é dispensável comentar os infortúnios de estar sem impressora funcionando em casa...

Bem, voltando ao "tema" deste post, a indisponibilidade da minha HP me fez pensar em escrever o texto para o meu último fanzine direto no papel. Foi aí que me deparei com a situação curiosa que mencionei no primeiro parágrafo, eu não conseguia escrever uma única sentença! Minhas mãos ficaram inertes sem um teclado. Consegui escrever tópicos, mas fracassei em formular um parágrafo. As expressões não se conectavam e meu "texto" eram palavras soltas, em colunas, mais parecia uma lista de compras de supermercado. Meus inquietos, imaginativos e criativos neurônios começaram a formular diversos questionamentos: será que me tornei dependente de tecnologia? Será que não conseguirei masi escrever sem um computador? Será contagioso? Peguei de quem? Tem cura????

Minha querida massa cinzenta resgatou na "divisão memória" frases que ouvi a vida inteira, de várias pessoas, sobre o meu jeito de escrever e minha vida estudantil e elaborou a seguinte explicação: eu não me tornei dependente tecnológica porque consigo fazer "provas extensas" na faculdade " com taxa zero de rasuras" e meu caderno é "um excelente banco de dados", consultá-lo é "praticamente assistir às aulas de novo".

O quadro indicava que eu havia desenvolvido uma espécie de distúrbio de não conseguir escrever sem um computador se estiver perto de um deles.  Sem informações sobre cura ou tratamentos , decidi começar a escrever o texto na faculdade. Desta forma, eu poderia também testar se era contagioso e se o "distúrbio" só havia se manifestado em mim. No recinto acadêmico,  eu também não consegui escrever mas fiquei mais aliviada ao perceber que meu problema não era tão sério. Há pessoas que não conseguem escrever de maneira alguma, ou que escrevem mas ninguém as entende.

Chegou o momento em que eu não podia mais adiar a entrega do texto, então tive que desistir de lutar e me rendi: quinze minutos depois que liguei o computador, o texto estava pronto e revisado. Não sei se vou precisar de terapia em decorrência disso...

Escrevi esse post todo no caderno para depois digitar. Sem "back space", "delete" e "recortar e colar", o original está todo riscado, seta para cá, seta para lá, uma confusão só.

Aprendi duas coisas com tudo isso: a primeira é que o computador é essencial para as pessoas práticas, organizadas e com um raciocínio ágil e complexo (como eu), ele organiza o pensamento, ou melhor, o resultado deste. A segunda é que realmente os humanos só valorizam o que não possuem, eu certamente nem lembrava da existência da pobre HP quando ela funcionava...

Escrito por Conça às 10h17
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Sexta-feira , 01 de Julho de 2005


Figuras do buzão

Andar de carro é mais confortável e rápido, sem dúvida. Mas a gente se diverte mesmo é no buzu. Se você tiver sorte e conseguir lugar para sentar, fica mais fácil ligar o "radar" e registrar tudo. Coisas incríveis podem acontecer no trajeto e é bom estar "ligado" para não deixar escapar nada.

Em um dia em que você está com vontade de colocar uma mensagem nova no blog e está com pouco tempo para textos mais elaborados, os acontecimentos do buzu podem ser de grande (f)utilidade. É só lembrar do cobrador que em cada parada, gritava pela janela " sete portas, iguatemi, bora"... fiquei pensando se era um ex-cobrador de lotação que ainda não se adaptou ao ônibus, se ele gosta de ajudar aos analfabetos, ou se pensa que sua infinita beleza tem que ser apreciada por todos.

Alguns cobradores são comediantes, gritam lá de trás "alguém troca duas de cinco pra mim?" ou "motorista, abre o fundo aí" somente para descontrair os passageiros. Há cobradores que estão pensando no próximo pleito municipal e fazem questão de cumprimentar todos os prováveis eleitores. Estes também, conversam muito sobre política durante o percurso. Também temos os cobradores "distraídos", que sempre perguntam se é para cobrar meia passagem, ainda que a tarifa seja R$ 1,50 e você esteja estendendo uma cédula de R$1,00... ele não percebeu que você usou o smart-card e acha que está querendo dar calote nele.

Alguns motoristas também gostam de fazer gracinhas. Presenciei duas delas: na primeira vez, o passageiro perguntou "sete portas?" e o "motô" respondeu "não, só tem duas, mas se você esperar um pouquinho passa um com três, de sete ainda não tem não". O mais engraçado, entretanto, foi a cara de ódio do passageiro. A segunda gracinha foi: "este ônibus sobe a torre da tv itapoan?" e a resposta... "não sei, nunca tentei". Que sutileza! Que sinceridade! Que senso de humor! Que maldito!!!

Certamente, os passageiros também dão show. Entram no ônibus com sacolas de compras e quando você menos espera há laranjas rolando pelo chão e a pessoa desesperada para recolhê-las. Há também os que se tornam amigos de infância somente porque passaram meia hora no ponto esperando o mesmo ônibus. Crianças que choram de Cajazeiras até a Lapa, com o consentimento da mãe. Consumistas que compram todas as guloseimas que são comercializadas no buzu. Já vi até estudante desesperado, lendo em pé!

Nem falei dos vendedores ambulantes e nos pedintes que entram nos buzus. Eles merecem um texto só para eles! Falando em texto... ainda me restam páginas e páginas a estudar... parece que elas se multiplicam com o passar dos segundos.

Primeiro a obrigação, depois o divertimento. O blog fica pra depois.

Escrito por Conça às 14h48
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Carrinhos

Parece que os dirigentes da FIFA andam meio inspirados, cheios de idéias. A partir de hoje o carrinho está terminantemente proibido. Dessa vez eu concordo, futebol e carrinho não combinam. Pelo menos não é o que se vê nas garagens dos "canarinhos".

 

Escrito por Conça às 14h09
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