Eu sempre gostei de discutir, no sentido argumentativo da palavra, sobre política, futebol e religião, assuntos que, conforme o adágio popular, não se discutem. Pela interpretação mais comum, não se discutem porque sempre acabam em controvérsias. Bobagem. Controvérsias fazem bem ao intelecto coletivo. Principalmente para mostrar a algumas pessoas, que, embora elas pensem, não são as donas da verdade. Aliás, o próprio conceito de verdade é cheio de controvérsias, ou não?
Depois desse pequeno parêntese introdutório (sem parêntese!!!), a confissão: estou em crise eleitoral. Pouco mais de um mês para o pleito e eu não consigo me envolver. Não simpatizo mais com partidos, desconfio de todos os candidatos. Minha esperança está na UTI, lutando por resistir. Tarefa árdua.
Vejo todos os candidatos com discursos parecidos. Ficar apontando os problemas não adianta, esperamos por soluções, problemas já temos demais e já os conhecemos muito bem. Quando surge alguma proposta, em momentos raros, diga-se de passagem, estas me parecem vazias, deja vu, mirabolantes, improváveis...
Ainda há tempo para eu mudar de opinião, mas não sei se há oportunidade. Seguirei discutindo religião e futebol enquanto puder adiar a discussão política. Mas o dia primeiro de outubro vai chegar...

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