Já é a sétima vez que começo a escrever o post. Apaguei as seis vezes anteriores. Nenhuma junção de letras me agrada. Acho que é porque estou escolhendo demais as palavras, coibindo minha criatividade e minha capacidade imensa de tecer longos e longos e comentários sobre qualquer assunto, até mesmo nenhum. Já falei sobre isso antes... em outro post que está em uma daquelas linhas de histórico ali do lado... então, por que estou falando de novo? Falta de assunto? Talvez, não pensei no "tema" do post e nada se destacou a ponto de pedir "escreva sobre mim". Quero escrever!!!!!! Temas, apareçam!!!!!
E como num passe de mágica, eles surgem. Agora eu quero falar sobre trote aos calouros nas universidades, aeroportos, Diego Alemão - o "namoradinho do Brasil", imaturidade, e a tentativa de ocupar a tela inteira do monitor com um post só....
Comecemos. Trote aos calouros. Acho um tremendo desperdício de tempo e inteligência qualquer outro tipo de trote que não seja com um caráter construtivo. Das três Universidades pelas quais passei, o melhor era o da UNEB. Uma espécie de gincana com tarefas como doação de sangue, livros, brinquedos, roupas... Todo mundo sai ganhando no final. Em pleno século XXI ainda existem aqueles que insistem em coisas improdutivas. Lamento. Acho que eu encaro o período da faculdade de maneira diferente, a juventude de maneira diferente. Sou tradicional, conservadora, careta, se preferirem. Sou feliz assim. Acho, ou melhor, tenho certeza que responsabilidade nunca fez mal a ninguém.
Não vou gastar muito tempo com este assunto, quero superficialidades, entretenimento. Somente por pirraça ao núcleo intelectualóide de plantão. Por que não pode haver informação em produtos como Big Brother Brasil? Enxerguei pelo menos uns vinte temas de TCC no BBB7 para desespero dos meus colegas acadêmicos!!!! E, pasmem! São temas para o meu TCC de Jornalismo e o de depois dele, ainda não sei se Direito, Psicologia... E quem sabe ainda não pego um pra minha pós graduação? Não vou divulgar agora quais são os temas porque agora me surge a idéia de reservar alguns deles para mim. Afinal, dizem, que o segredo é a alma do negócio. Controvérsias a parte, seguro morreu de velho e não vou arriscar.
Aqui vale um parêntese, não gráfico, para falar do TCC. Ele já ocupa boa parcela dos meus pensamentos. Até me vejo, horas sentada em frente ao computador, isolada de tudo e de todos, dormindo abraçada com os livros, roendo as unhas dos pés por já faltarem as das mãos, descontando todo o stress na família e namorados... Argumentando com professor, seguindo as suas orientações e reclamando se ele me fizer elogios rasgados. Ele tem que exigir o máximo de mim. Depois, no dia da apresentação, vou estar mais tensa do que a situação nos aeroportos brasileiros, vou esquecer metade do que tenho que falar e vou sofrer mil inquisições da banca, que para mim será como um júri; e no fim vou ligar para Gabriel falando setecentas palavras por segundo (acho que todo mundo acelera a fala quando está nervoso) e dizendo que a apresentação foi uma porcaria. Aí passo um tempo sem querer ouvir falar no assunto e depois vou reler o trabalho todo e achar uma série de erros e coisas que poderiam ter sido melhoradas. Sou previsível, não?
Agora, voltando aos meus assuntos do post, os aeroportos. Imagino o caos que não deva estar, apesar de não estar acompanhando os noticiários. Imagino que haja um grupo defendendo o direito de ir e vir das pessoas e outro defendendo condições de trabalho decentes para os controladores. Discutem, discutem, discutem. Nada fazem. Alguns talvez... fazem eleitores para a próxima eleição! Já estou cansada de ver isso. Ou é um jogando a culpa pra cima do outro (quando é coisa ruim) ou é briga pela paternidade (quando a coisa é boa). No final das contas, não resolvem nada, a população sofre e as coisas terminam pela lógica do destino e acontece o que tinha que acontecer. Coisa chata.
Meu próximo assunto: a imaturidade. Ainda consigo ficar surpresa com atitudes como a que vi e senti esta semana. Deixar de falar com alguém a troco de nada, a gente chama de que? Imaturidade, infantilidade? No caso, deixaram de falar comigo sem motivo. Não estou chateada, palavra de são-paulina. Qual o meu sentimento? Piedade. Sinceramente, eu tenho pena de ver tamanha pobreza de maturidade, até mesmo de espírito. Eu não perdi uma amiga, isso eu tenho certeza. Amigos não agem assim. Ela é que perdeu a amiga. Sempre tive a teoria (essa acho que com fundamento) de que maturidade e idade rimam por mero acaso e, que a existência de uma não implica necessariamente na existência da outra. Neste caso, entretanto, eu estou torcendo para que uma traga a outra de mãos dadas. Só não sei quem virá na frente.
E, para encerrar, a tentativa de fazer um mega post que ocupe a tela inteira. Acho que ainda não será este mas que em breve atingirei meu objetivo. Sem pretensão de entrar pro Guiness, apenas me divertir. Falando em diversão, não vejo a hora de visitar a Feira Internacional de Cultura e Artesanato, a Bienal do Livro e de assistir Ó paí ó....
Outro parêntese, de rodapé. Meu blog agora tem auto-salvamento e não preciso mais digitar no Word antes de transportar pra cá. Aprovei o recurso, lógico.
E... eis que a fome se torna maior do que a minha capacidade de tecer longos textos sobre qualquer assunto, ou no popular, encher linguiça. Ainda bem que os ovos da Páscoa só virão semana que vem... a balança agradece.

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