Só me falta sombra e água fresca


Sábado , 26 de Maio de 2007


Aquela decisão tantas vezes protelada de criar um novo blog, começa a se concretizar. Estou terminando as configurações do meu endereço novo. Ainda não decidi se vou abandonar completamente este cantinho aqui, talvez eu mantenha para quando sinto aquela necessidade incontrolável de escrever ou para continuar tentando entrar no Guiness... Assunto para escrever em dois blogs certamente eu tenho (e se não tiver não tem problema, eu escrevo sobre a falta de assunto) mas tempo... dá-se um jeito.

 

Estou dedicada aos estudos nesses últimos dias e por isso demorei de vir escrever alguma coisa sobre o gol 1.000 de Romário. Uma semana se passou mas o assunto ainda não morreu (vide reportagem amanhã no Esporte Espetacular) e agora posso escrever sem o calor da emoção. Mas, antes, um parêntese. Eu adoro o Esporte Espetacular!!!!! Será que algum dia consigo fazer uma matéria de Copa do Mundo pro programa??????? Não pretendo mais me especializar em esportes, quero ser da geral (como a galera que fazia bonito nas tardes de Fla-Flu no Maracanã e me deixava morrendo de vontade de estar lá).

 

Mas, voltemos a Romário. Está certo, que 1.000 gols é uma marca bonita e histórica. Também está certo que a persistência do "baixinho" em atingir tal marca, tendo que superar a barreira da idade, tem seu valor. Mas precisava a cobertura da imprensa fazer uma exaustiva e incoerente comparação de Romário com Pelé???? Cada um a seu tempo deixou seu nome gravado na história, mas se o futebol fosse um livro, Pelé seria uma página e Romário um parágrafo de oito linhas. As coincidências se resumem ao fato de os dois terem marcado o milésimo gol através de um pênalti cobrado no Maracanã. Depois do 1.000, Pelé fez mais 281 e Romário, vai fazer quantos? Pelé começou a jogar profissionalmente com 16 anos, Romário com 18. Pelé fez o gol 1.000 com 29 anos de idade e Romário com 41. Pelé fez o gol que deu origem à expressão "gol de placa", porque foi confeccionada uma placa comemorativa para o belo gol marcado contra o Fluminense. Pelé disputou quatro vezes a Copa do Mundo, foi campeão em três delas. Romário esteve na reserva em 1990 e foi o destaque da Copa de 1994, quando se sagrou campeão. Enfim, as coincidências são poucas e as diferenças inúmeras. Não desmereço o feito de Romário. Desmereço o excesso em torno dele. O futebol das décadas que Pelé jogou não é o mesmo da época que Romário jogou e joga. Mas, acredito que contra fatos não há argumentos. Não sou fã de carteirinha de Pelé nem morro de amores por Romário, portanto, minhas palavras não são emotivas, são racionais. Reitero que houve muito exagero na cobertura do gol 1.000 de Romário. Nada pessoal. E não podia deixar de passar uma piada cretina: A Volkswagen já fez muitos "gol 1.000" e não teve esse estardalhaço todo...

 

 

 

 

 

Escrito por Conça às 15h35
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Sábado , 12 de Maio de 2007


Ovacionando

Não tenho nada pessoalmente contra o Papa mas a cobertura jornalísitca, ao meu ver, está exagerando. E olha que de exagero eu entendo, afinal, quantas pessoas vocês conhecem que escrevem textos tão imensos no blog???? Estão exagerando sim, no mínimo a metade dos telejornais são para matérias sobre a visita do Papa ao Brasil... dá até sono!!!!!

 

Entretanto, esse excesso me lembrou algumas coisas da minha infância. Primeiro, a origem do meu exagero. Segundo, ouvi a palavra "ovacionado" e me lembrei que quando eu era criança eu achava uma injustiça alguém ser "ovacionado" porque eu pensava que ovacionar era arremessar ovos em alguém. Levei algum tempo cultivando a ignorância e sempre curiosa porque eu nunca via as cascas de ovos no chão depois de alguém ser ovacionado. Minha imaginação, que já era bastante fértil e criativa, pensava que era crime e , portanto, as cascas tinham que ser escondidas para não restar vestígios.

 

Logo que aprendi a ler "de carreirinha" (como dizia o Sassá Mutema em "O Salvador da Pátria") minha mãe me deu um dicionário de presente e "ovacionar" foi uma das primeiras palavras que consultei. Senti um pouco de vergonha, decepção, alegria por aprender uma coisa nova... Hoje vejo tudo de maneira divertida e saudosa...

E amanhã é dia de "ovacionar" as mães....

 

 

 

 

 

Escrito por Conça às 11h19
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Sexta-feira , 11 de Maio de 2007


Pra variar, um post curto

Controlando-me para escrever um post curto....

 

Apenas uma frase...

 

"Não há nada que seja maior evidência de insanidade do que fazer a mesma coisa dia após dia e esperar resultados diferentes."

 

Quem me disse a frase deu a autoria para Albert Einstein. Se não for, a culpa não é minha.

Escrito por Conça às 15h16
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Quarta-feira , 09 de Maio de 2007


Meu primeiro dia de férias. Que férias??????

 Se forem todos assim...

 

Ontem foi meu primeiro dia de férias no trabalho. Não consegui descansar nada, nem mesmo repor as horas de sono que perdi na noite anterior fazendo trabalho da faculdade. A cada meia hora meu celular tocava com alguém do trabalho pedindo dicas, tirando dúvidas ou querendo me comunicar alguma coisa. Fantástico, não? Os comentários da "rádio corredor" eram de que eu estava tirando férias agora para acompanhar a visita do Papa Bento XVI ao Brasil. Se eu acompanhasse seria uma mera cobertura jornalística, em um viés não muito simpático. Acho incrível as pessoas acharem lindo que as suas doações para a igreja se transformem em roupa de seda indiana, hotéis de luxo e mais não sei o que para o Papa. É por essas e outras que eu prefiro fazer doações a instituições beneficentes de boa reputação.

 

Passei o dia ontem entre esses telefonemas e o trabalho da faculdade que começou a terminar no dia anterior. Como cada um da equipe fez uma parte para depois juntar, o trabalho estava com quase 15 páginas, quando deveria ter no máximo 10 (sugestão imposta pelo professor). Nos reunimos na faculdade de manhã para ler o que já estava pronto e debater as questões mais importantes.

 

Vaidade x Praticidade - 1º round

 

Dois colegas quase entram em luta corporal porque a vaidade de um não concordava com a praticidade do outro. A vaidade: "Se cortar meu texto vai perder todo o sentido, ele já foi escrito de maneira simplificada, não há como tirar nenhuma vírgula..." A praticidade: "se reduziu a parte de todo mundo, vai ter que reduzir a sua também, sempre há o que cortar". Resultado: das 3 páginas que a vaidade escreveu, a particidade deixou 1 e mais um pouquinho. Ah, a praticidade não era eu, embora eu estivesse jogando nesse time.

 

A vaidade era um exército de um homem só, todos apoiavam praticidade, que tinha a seu favor também a necessidade de adequar o trabalho ao número de páginas. A vaidade propôs que conversássemos com o professor e ouviu um sonoro "não" mais ensaiado que coral das missas de domingo. Depois de brigarem como duas crianças brigam para saber qual é o brinquedo mais legal, vaidade e praticidade resolveram pedir que o restante da equipe julgasse o mérito da disputa. Com doses cavalares de bom senso em suas argumentações lógicas, a praticidade venceu a birra da vaidade por todos os votos contra um. As cenas da batallha foram sensacionais. Os não envolvidos diretamente resolveram aguardar o desfecho e apreciar aquele embate tão divertido. Eu pensava: se o destino colocar esses dois trabalhando no mesmo veículo de comunicação eu tenho que estar lá também, para me divertir a cada reunião de pauta.

 

Vaidade x Praticidade - 2º round ou O dia em que Vaidade resolveu dominar o mundo?

 

Quando chegamos em casa, vimos que as reduções que fizemos de manhã ainda não eram suficientes, o trabalho chegou no limite das 10 páginas, mas ainda faltava a conclusão. Eis que cabe a mim junto com praticidade, essa tarefa. Corta daqui, muda uma palavra ali, junta parágrafo. Pronto, conseguimos. Fazer todas essas considerações por msn. Mais uma vez: fantástico, não?

 

À noite, depois de passar quase o dia inteiro lendo e relendo o trabalho, nos reunimos no msn para uma revisão final. Quase se inicia uma luta virtual. Motivos: uma das meninas (ainda não sei qual característica a define melhor) levava muito tempo sem dar sinal de vida e começamos a desconfiar que ela estava assistindo "Paraíso Tropical". Praticidade, vaidade e eu éramos os outros integrantes on-line. Praticidade e eu estávamos cansados de computador e nem ligamos muito mas vaidade...

 

E eis que a integrante não "substantivada", propõe a divisão de um parágrafo. Segundo ela, os manuais de redação dizem que o parágrafo só pode ter até 6 linhas e que tínhamos que dividir os que passassem disso. Sinceramente, eu não estava muito animada para discutir. Ela, praticidade e vaidade sim. Eu só olhava a rolagem automática da tela e analisava o poder de argumentação de cada um. Sem chegar a um consenso, houve a proposta de uma votação. E o reultado? Empate!!!!!!! Como diria o repórter da TV Bahia "empate com diferença de dois gols".

 

Bateu desespero, pensei que ia começar tudo de novo. Mas, vaidade mudou o voto (isso mesmo, mais uma vez: fantástico, não?) e a união dos parágrafos não foi desfeita. Final feliz? Ainda não. Faltava a conclusão. A que um outro colega fez não agradou, mas eu consegui salvar um parágrafo bom. E começa uma nova série de discussão sobre como aproveitar tal parágrafo. Quase dormindo, ainda vi quando praticidade disse que ia se ausentar para escrever a conclusão e mandava pra gente depois.

 

A expulsão

 

Ainda teve um momento constrangedor a mim reservado. Escrever um e-mail para uma das integrantes da equipe comunicando que ela estava afastada por não participação. Ela pediu ao professor para entrar na nossa equipe. Concedido. Depois pediu para fazer a conclusão. Concedido. Depois...não pediu mais nada, não falou mais nada, não respondeu nenhum dos milhões de e-mails que trocávamos por dia, não apareceu nas aulas e nem nas reuniões. E lá fui eu fazer um e-mail comunicando a ela a expulsão, em nome da equipe. Nem esse ela respondeu. Difícil situação de dizer tal coisa sem ser grosseiro, sem expressar raiva. Fiz o melhor que pude. Praticidade queria mandar um texto mais ou menos assim: você não fez nada e não vai ganhar nota de graça, está fora da equipe sem direito a nenhum tipo de reclamação. Sem comentários.

 

Vaidade x Praticidade - 3º round

 

E um outro momento "enriquecedor" foi a discussão sobre a utilização de trechos de um documentário (em DVD) para ilustrar o que estivermos falando. Primeiro, a briga era usar ou não usar. Depois, a dona do documentário (vaidade, por sinal) informou que era difícil selecionar as cenas porque o DVD não tinha time-code e praticidade não queria acreditar em tamanha barbaridade. Quase brigam mais uma vez, será que termina em casamento? Em seguida, a sugestão de usar um gravador de DVD e selecionar as cenas. Praticidade se ofereceu para gravar mas sem dar garantias do serviço e aí começa uma nova discussão. A dona do DVD diz que fez um roteiro de gravação e praticidade diz que não entendeu nada. Vão ter que conversar pessoalmente. Não vou estar presente, uma pena... depois eu fico sabendo se eles conseguiram se controlar ou entraram em luta corporal.

 

E assim foi meu primeiro dia das merecidíssimas férias. Acordei cedo hoje para ver a tal conclusão. Fiquei feliz em ver que ela estava pronta mas triste de ver que tenho sugestões de mudanças. Como os outros também devem ter, nova briga virtual me aguarda... E enquanto escrevia esse post (não na tentativa do Guiness mas querendo deixar riqueza de detalhes...) meu celular já tocou. Precisa dizer que era do trabalho? Será que meu segundo dia de férias será igual ao primeiro?????

 

Vou tentar descansar um pouco, mais tarde temos que concluir a conclusão da conclusão!!! Amanhã é a apresentação e a saga termina. Será?

 

 

 

 

 

Escrito por Conça às 07h51
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Domingo , 06 de Maio de 2007


Fui de novo à pizzaria do post anterior. Felizmente continuo sem comer muito, caso contrário o prejuízo na balança seria bem pior.

 

Parece que lá é o local das coisas engraçadas acontecerem. O garçon não quis que eu fugisse das minhas características desta vez mas uma das pessoas que me acompanhava teve a sorte (?) de encontrar cebola na pizza sabor prestígio. Eles deviam estar testando novos sabores, misturas doces e... apimentadas.

 

Depois, a gente pede um sabor doce (sorvete) e a resposta é "não está saindo ainda não porque o gerente está ocupado". Minha espontaneidade provocou risos, eu perguntei "é o gerente que faz?" E ele respondeu "não, ele tem a chave do depósito". Aaaaahhhhhhhh!!!!!!! (Li ou vi em algum lugar, meio de comunicação de massa, alguém criticando as mulheres que colocam várias exclamações no texto, como para que reforçar o sentido da pontuação. Palavras meigas, referindo-se a tais mulheres como desprovidas de inteligência, que bastava uma exclamação. Se eu estivesse lá eu teria dito: desocupado!!!!!!!!!!!!!!!!!! sem criatividade!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! insensível!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! meta-se com a sua vida!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!)

 

 

 

 

Escrito por Conça às 19h38
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